sexta-feira, 29 de agosto de 2008

OSSO

















14/09/06
ando roendo os ossos
e descascando as feridas
só pra ver se ainda dói
se ainda sangra
se ainda sinto
qualquer coisa que me mostre viva
que me aponte pistas
pra que meu coração
deságüe seu fluxo errante
em algum cais
inseguro da vertigem
do amor
sempre impossível
realizar o sonho
mais impossível mesmo suportar
essa aridez
esse deserto
que enche minha boca de nada
e arranha meus olhos
com a cinza do vazio
inunda meu ventre
com o não vento
de abismos seculares
Olho em volta...
só palavras
e os segundos eternos escorrem
nas paredes desse não lugar ancestral
que se transformou no não ser
que desajeitada tento enfaixar
os fragmentos dessa ilusão nauseada
em vão nomeada EU

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